Há um tempo, eu estava cansada de ler livros “normais”: estes todos escritos de uma maneira facilitada, para que o alcance seja máximo, e com temas parecidos, diferenciando-se em poucos detalhes. Procurei por leituras clássicas, livros antigos da literatura inglesa, como, por exemplo, Jane Austen, a fim de ler algo bem desenvolvido e escrito de maneira mais complexa. Porém, descobri que não precisava ter buscado tão longe, havia um livro com tais características em minha estante: O Diário do Caçador.

O primeiro livro do autor Ulisses Aguiar é futurístico, ambientando após uma grande catástrofe que assolou o planeta Terra e que deixou grande parte das terras submersas, criando novos Estados soberanos. O prólogo retrata o ano 2100 da era Cristã e mostra as consequências de tal desastre. Com poucas terras habitáveis, as fronteiras entre os países foram se extinguindo, tanto por causa da globalização como por causa da catástrofe.

Em azul profundos e convidativo, os olhos do mar escodiam o que haviam testemunhado durante os dias, as noites, as semanas, os meses e os anos anteriores. Parecia apenas se importar com a vida que lhe fora renovada pelo sol daquela manhã e pelos olhos dos poucos sobreviventes do barco que singrava por sua imensidão.

A partir do final da década de 2070, homens e mulheres começaram a apresentar algumas habilidades importantes para a reconstrução da sociedade, conhecidos por Talhados. Existem os talhados do manto, pessoas honestas e com boa moral, os talhados da perdição, que são os desviados para o lado mal, e os talhados adormecidos, aqueles que ainda não desenvolveram seu dom.

Em capítulos curtíssimos, a história vai sendo moldada e conhecemos vários personagens, que possuem dons diferentes como, por exemplo, o da cura. Cada capítulo está localizado em uma parte diferente do globo, portanto, no início o livro pode ser um pouco confuso, porém, com o andamento da leitura, este problema se resolverá. Um dom muito raro é parte do caçador, a personagem principal, e este será o responsável por salvar o planeta das trevas.

Apresentando lições importantes, o autor nos encaixa em um mundo diferente, no qual as relações entre as personagens são mais delicadas, o que, muitas vezes, me pareceu um pouco automático e irreal, porém, acredito que após uma catástrofe como a ocorrida, a valorização dos seres de mesma espécie é muito grande.

O enredo é bem instigante, porém não conseguiu prender minha atenção por muito tempo. Acredito que seja devido ao tamanho dos capítulos, e a grande diversidade entre eles. Eu ansiei por mais informações em vários instantes, pois em um capítulo estamos lendo sobre a história de um talhado e, no próximo, sobre outro talhado em outro local do mundo. Porém, a diagramação é ótima e a ideia é fascinante. Portanto, eu recomendo a leitura, desde que seja feita por aqueles que realmente apreciem capítulos curtos e escritas rebuscadas.


4 Comentários

  1. Alana!

    Não faz muito meu tipo essa leitura, mas gostei do enredo!

    Dica anotada, talvez um dia eu leia

    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias

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  2. Aline Coelho18/07/2013 16:29

    Amiga confesso que assim como vc as vezes me canso de certo tipo de escrita e também corro para os livros clássicos ou distópicos. Não conhecia esse livro, valeu pela dica e parabéns pela resenha, fiquei curiosa. Mas bem que essa capa poderia ser mais interessante né!!!???

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  3. LuaraCardoso18/07/2013 22:42

    Oi Alana!
    Te entendo bem, de vez em quando também enjoo de livros sempre iguais. :(
    Até que o enredo tem uma proposta interessante, mas não me chamou tanto a atenção assim. :(

    Um beijo,
    Luara - Estante Vertical

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  4. Acho que uma hora todos nós cansamos da mesmice né? eheh. Pois é... A capa poderia ser melhor aproveitada mesmo.
    Beijos.

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